Notícias Jurídicas Retiradas do Site CONJUR
Link do post original ao final da notícia.
O crescimento é explicado, segundo a câmara, porque metade das novas arbitragens de 2025 envolveu acordos de acionistas, compra e venda de ações, litígios típicos de operações de fusões e aquisições. E esses conflitos societários costumam envolver valores de referência elevados, o que eleva o tíquete médio das ações.
Apesar do ciclo de expansão, na maioria das universidades, as disciplinas sobre o tema ainda são facultativas.
Na prática, a chamada NewGen funciona como uma plataforma gratuita, voltada para profissionais do Direito com até 40 anos que querem atuar com métodos alternativos de solução de controvérsias, os chamados “ADRs”, sigla em inglês para “Alternative Dispute Resolution”.
A iniciativa da câmara arbitral inclui eventos, encontros acadêmicos e sociais, além de um curso de Legal Writing (escrita jurídica) e apoio a equipes que disputam torneios internacionais de arbitragem como o Vis Moot, maior competição mundial simulada do gênero, e os Pre-Moots, suas rodadas preparatórias.
Além da qualificação, o árbitro e advogado Bernard Potsch, da banca Batista Martins Advogados, que participou do comitê gestor da NewGen desde a fundação, destaca como ponto positivo da iniciativa a possibilidade de os mais jovens proporem ideias e se relacionarem com outros profissionais.
“Na maior parte das vezes, apenas estar no escritório não basta. Você precisa ir além, se qualificar e estabelecer seu círculo de contatos”, afirma ele.
Segundo Potsch, um dos objetivos pelos quais a NewGen também tem trabalhado é democratizar a formação na comunidade arbitral, ampliando a participação de diferentes perfis profissionais. Para isso, a comissão também tem realizado cursos e ações fora do eixo Rio-São Paulo, considerando todas as regiões do país.