Entidade do MP estuda legalidade de lei que transforma cargos efetivos em comissionados

Sumário do Artigo

Notícias retiradas do Site Jota.
Link para a notícia ao final da página.

Há uma série de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que tramitam no STF e questionam a criação de mais de quatro mil cargos em comissão nos MPEs em diferentes regiões do país. As ações propostas pela Associação Nacional dos Servidores do Ministério Público (Ansemp), com o apoio da Fenamp, sustentam que há desrespeito ao princípio da proporcionalidade e ausência de razoabilidade.

Na lei aprovada no Congresso e sancionada nesta semana, o presidente vetou um artigo que autorizava o procurador-geral da República a transformar cargos efetivos vagos em cargos em comissão sem a necessidade de nova lei, desde que não implicasse aumento de despesa. Ao justificar o veto, o governo afirmou que esse dispositivo violava o princípio da reserva legal, já que a transformação de cargos seria de competência exclusiva do Congresso.

Lula vetou, igualmente, o trecho da lei que permitia aumentar o percentual das funções de confiança e cargos comissionados, caso o aumento de despesa estivesse previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A disseminação de cargos comissionados no Ministério Público dos estados é tema recorrente na relação entre o comando das Procuradorias-Gerais de Justiça e as entidades de servidores. As entidades identificaram que, em Santa Catarina, por exemplo, houve um salto de 1.300% na quantidade de cargos de confiança entre 2012 e 2022, alcançando 1.205 naquele ano. O MPE catarinense contava, no segundo semestre de 2023, com 655 concursados.

De acordo com a Fenamp, diferentes estados têm criado mecanismos para perpetuar o avanço de cargos de confiança em detrimento das vagas de servidores efetivos, com impacto sobre ações de inconstitucionalidade que já tramitam no STF.

Sobre a transformação de cargos efetivos em comissionados no âmbito do Ministério Público da União, esse era um pleito do ex-procurador-geral da República, Augusto Aras. O relator na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), afirmou, ao emitir parecer favorável à matéria, que a proposta permite “atender às necessidades” da PGR e confere ao procurador-geral competência para realizar alterações no quadro de pessoal, de forma a “fortalecer a eficiência e a autonomia do MPU”.

Fonte (Artigo Original): https://www.jota.info/justica/entidade-do-mp-estuda-legalidade-de-lei-que-transforma-cargos-efetivos-em-comissionados-17012024

Tag Post :

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Artigos Recomendados

Dúvidas?
Contate-nos agora mesmo.

Nossos atendimentos são agendados, mas caso se trate de uma urgência sinta-se a vontade para nos contactar agora mesmo.

Últimas notícias

Agende um atendimento

Você precisa de aconselhamento de um Advogado?
Entre em contato conosco agora.

Nossos Atendimentos são realizados de maneira agendada.

O agendamento pode ser realizado clicando no botão abaixo.

Caso seja urgente ligue para nós.