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No documento enviado à PGR, Lindberg diz que “a estadia do ex-presidente, por dois dias, na Embaixada da Hungria, sugere uma tentativa clara de pavimentar o terreno para eventual fuga ou proteção estrangeira, na medida em que as investigações são aprofundadas e se robustecem os indícios e provas capazes de fundamentar não apenas medidas cautelares (prisão), como uma futura condenação penal”. O documento ainda não foi recebido formalmente na PGR.
Os advogados de Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, Fábio Wajngarten e Daniel Bettamio Tesser, enviaram um comunicado à imprensa confirmando que o ex-presidente esteve hospedado, a convite, na embaixada da Hungria em Brasília para “manter contatos com autoridades do país amigo”. A Hungria é governada pelo premiê de extrema direita, Viktor Orbán.
A defesa do ex-presidente também afirmou que no dia em que esteve hospedado na embaixada, Bolsonaro conversou com autoridades do país atualizando cenários políticos das duas nações.
No comunicado, os advogados dizem ainda que, “como é de conhecimento público, o ex-mandatário mantém um bom relacionamento com o premiê húngaro, com quem se encontrou recentemente na posse do presidente Javier Milei, em Buenos Aires”.
O ex-presidente Jair Bolsonaro também confirmou que esteve na embaixada ao portal Metrópoles. “Não vou negar que estive na embaixada, sim. Não vou falar onde mais estive. Mantenho um círculo de amizade com alguns chefes de Estado pelo mundo. Estão preocupados. Eu converso com eles assuntos do interesse do nosso país. E ponto-final. O resto é especulação”, afirmou Bolsonaro ao portal.