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Segundo a ação, o autor relatou que mantinha uma relação de confiança com o réu e, a pedido dele, realizou sucessivas transferências bancárias que totalizaram R$ 345,6 mil.
Parte desse valor, R$ 55,6 mil, foi devolvida, permanecendo, segundo o autor, um saldo de R$ 290 mil.
Ele afirmou ainda que, depois de reiteradas promessas de pagamento, o homem deixou de responder aos contatos e que foram realizadas tentativas extrajudiciais para solucionar a pendência.
Entre os documentos apresentados, estavam comprovantes das transferências, uma ata notarial lavrada a partir de conversas mantidas por aplicativo de mensagens e uma minuta de instrumento particular de confissão de dívida.
Conforme registrado no processo, as conversas indicavam tratativas para regularização do débito e formalização da dívida, mas o documento não chegou a ser assinado.
O autor, por sua vez, sustentou que os repasses e a obrigação de restituição estavam comprovados.
Na instrução, foram analisados os repasses financeiros e a natureza da relação entre as partes.
Além dos comprovantes bancários e do depoimento de uma testemunha, o juiz Franco Valenzuela de Figueiredo Neves Sinhori considerou a ata notarial com conversas sobre a dívida e a minuta de confissão, mesmo sem assinatura.
Para o magistrado, o conjunto das provas demonstrou a existência do empréstimo, embora não todo o valor cobrado.
Do total de R$ 345,6 mil alegado pelo autor, dois repasses, de R$ 35 mil e R$ 24 mil, não foram considerados suficientemente comprovados. Assim, R$ 59 mil foram excluídos da base de cálculo.
Sobre os R$ 286,6 mil comprovados, também foi abatida a quantia de R$ 55,6 mil já restituída. Com isso, foi reconhecido saldo devedor de R$ 231 mil. Com informações da assessoria de imprensa do TJ-SC.